quarta-feira, dezembro 13, 2017

A vida do cão: a morte do desertor americano Charles Jenkins

foto @Reuters
No Japão, aos 77 anos, morreu Charles Jenkins, o desertor americano que em 1965 fugiu para a Coreia do Norte. Ele viveu 39 anos na posição de prisioneiro privilegiado e só em 2004 conseguiu se mudar para o Japão. Toda a sua vida lamentou a deserção.
Antes da deserção | foto @Wikipédia
Em 1964, aos 24 anos de idade, nativo da Carolina do Norte, Charles Jenkins, foi colocado na unidade do exército dos EUA que protegia a zona desmilitarizada entre Coreia do Sul e do Norte, do lado sul-coreano. Com medo da morte, patrulhando a fronteira, ou sendo enviado ao Vietname, ele decidiu fugir para a Coreia do Norte, esperando receber o asilo na embaixada soviética e eventualmente retornar aos Estados Unidos como parte de uma troca de prisioneiros.

Em janeiro de 1965, Jenkins bebeu 10 latas de cerveja (para acalmar os nervos), cruzou uma das fronteiras mais protegidas do mundo e se rendeu aos guardas fronteiriços da Coreia do Norte. Ao contrário do seu plano, a URSS não lhe concedeu asilo. Em vez disso, ele ficou preso na RPDC por 39 anos.

Jenkins foi reassentado em Pyongyang próximo de três outros desertores americanos: James Joseph Dresnok (morreu em 2016), soldado Larry Allen Abshier e especialista Jerry Wayne Parrish (ambos já falecidos). Nos próximos oito anos os americanos foram obrigados a aprender a língua coreana e foram pesadamente indoutrinados na ideologia juche. Em 1972 eles receberam a cidadania norte-coreana, casas separadas e trabalho incomum – representavam os vilões americanos e ocidentais nos filmes de propaganda da Coreia do Norte. Além disso, eles ensinaram inglês na academia militar em Pyongyang. De acordo com Jenkins, Kim Il Sung estava entre os seus alunos.

Além disso, Jenkins contou que foi vários vezes espancado e sujeito, em cativeiro, aos procedimentos médicos cruéis e desnecessários. Como, por exemplo, a remoção da sua tatuagem do exército americano sem anestesia. Era o inferno, como ele se lembrava.

Em 1980, as autoridades norte-coreanas arranjaram lhe uma esposa. A japonesa Hitomi Soga de 21 anos. Aos 18 anos (Sic!), em agosto de 1978, ela foi raptada (uma dos, pelo menos, treze cidadãos japoneses) para ensinar os espiões norte-coreanos à língua japonesa. Jenkins e Soga foram forçados à se casar, algo que aconteceu apenas algumas semanas após o primeiro encontro. Ódio aos seus raptores norte-coreanos permitiu que os dois (que mais tarde tiverem duas filhas, Mika e Brinda) gradualmente se tornaram amigos e até se apaixonaram.
Hitomi Soga em 2004 | foto @AFP/GettyImages
Eu sabia até que ponto a minha esposa sentia saudades do Japão, então todas as noites a beijava três vezes e dizia “oyasumi boa noiteem japonês. Ela me respondia em inglês. Nós fazíamos isso para não esquecer quem somos e de onde viemos”, contou o militar americano no livro das suas memórias.

Charles Jenkins e Hitomi Soga eram na verdade prisioneiros na RPDC, mas tinham privilégios em relação aos residentes comuns do país. Quando a fome surgiu na década de 1990, o governo fornecia lhes arroz, sabão, roupas e cigarros. As pessoas comuns não recebiam nada, recordava Jenkins.

Jenkins já não esperava deixar a Coreia do Norte, mas em 2002 a RPDC libertou cinco cidadãos japoneses que foram anteriormente raptados pelos serviços secretos norte-coreanos. Entre eles estava a sua esposa, Hitomi Soga. Dois anos depois, em 2004, Pyongyang permitiu que Jenkins e suas filhas a seguissem.
Charles Robert Jenkins e a sua esposa Hitomi Soga, na sua chegada em Toquio em 18 de julho de 2004.
foto @Koichi Kamoshida / Getty Images
No Japão, o americano apareceu diante de um tribunal militar na sede do exército dos EUA. Pela deserção de 39 anos atrás, ele recebeu a pena de 30 dias de prisão, cumprindo 25 dias e saindo mais cedo por bom comportamento. Além disso, Jenkins foi demitido do exército com perca de todos os direitos e privilégios, rebaixando ao posto do soldado E-1, o mais baixo na hierarquia militar americana. No entanto, entre os quatro soldados americanos que fugiram para a Coreia do Norte nos anos 1960, Jenkins foi único que saiu do país com a vida, os restantes morreram naquela ditadura comunista.
Com esposa e filhas | foto @Paula Bronstein / Getty Images
AFP/JIJI PRESS
Eu vivi uma vida de cão na Coreia do Norte. Todos viviam mal. Não há nada para comer. Não há água corrente. Não há eletricidade. No inverno você congela: as paredes do meu quarto estavam cobertas de escarcha, se lembrava Jenkins. Deixando a Coreia do Norte aos 64 anos, ele realmente tive que aprender à viver de novo: ele não falava japonês, não conseguia dirigir um carro, nunca tocava um computador e não sabia o que é a internet.
Ex-militar aprende o que é Internet | foto @GettyImages
O resto de sua vida, Jenkins e sua família moraram na ilha de Sado, onde tinha nascido a sua esposa. O ex-militar encontrou um emprego local, trabalhando como guia das boas-vindas aos turistas num parque de diversões Mano Park. Ele se tornou uma celebridade local, e em 2008 ele publicou um livro de memórias, que vendeu no Japão 300 mil cópias. Todos neste país sabem quem eu sou. Mesmo as jovens vêm e pedem permissão para me beijar, eu juro, contava Charles Jenkins.
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Ele chamou a sua fuga para a RPDC de seu mais terrível erro, e anos após fixar residência no Japão temia que ele e sua família podiam serem mortos pelos serviços secretos da Coreia do Norte. Não consigo deixar a Coreia do Norte no passado. Este país pode fazer qualquer coisa. Eles não se importam”, dizia Charles Jenkins.

Voltando a essa decisão, posso dizer que fui um idiota. Se houver um Deus no céu, então ele me guiou por tudo isso”.
Charles Jenkins, na entrevista à CBS em 2005

A televisão japonesa informou que a causa de sua morte foram problemas cardíacos.

segunda-feira, dezembro 11, 2017

Call of Duty – Chernobyl Mission (15 imagens e 1 vídeo)

A gráfica do jogo Call of Duty – Missão Chornobyl, quem esteve lá, diz que é muitíssimo realista, uma rara oportunidade de se sentir um verdadeiro stalker, sem sair do sofá ;-) (fonte).
Hotel "Polisya" real | foto @Петр Припять



domingo, dezembro 10, 2017

O filme “Ciborgues”: a defesa do aeroporto de Donetsk no cinema

Na Ucrânia começou a exibição pública do filme “Ciborgues” (Cyborgs: heroes never die) do realizador ucraniano Ahtem Seitablayev, dedicado aos 10 dias imaginários dos 242 dias reais em que as forças ucranianas defenderam o aeroporto de Donetsk (DAP), praticamente cercados e sabendo que podem morrer ao qualquer momento, escreve a página ucraniana Novynarnia.com


«O mais importante, consegui fazer a selfie!»

Os heróis são seis: Serpen (Agosto), Major (Menino do papá), Stariy (Velhote), Subota (Sábado), Gid (Guia), Psih (Psico). Mais um voluntário, jovem Mars (Marte), que tanto desejava “matar os cabrões que vieram à Ucrânia” e mataram o seu amigo e colega da escola, não consegue suportar a morte do seu primeiro inimigo e sai do DAP.  
O comandante Serpen (Agosto)
Os heróis são diferentes, eles falam ucraniano e russo, usam surzhyk (mistura de ucraniano e russo) e dizem palavrões, tudo como numa guerra real (o filme recebeu na Ucrânia a classificação +12, aos maiores de 12 anos, acompanhados pelos adultos).
Subota
Os combatentes Gid e Subota praticamente só falam russo, um deles passou pelo cativeiro terrorista, outro é militar da carreira, veio defender DAP pois “prestou o juramento militar”.
Gid e Subota
A personagem do Subota tornou-se particularmente verdadeiro, se acredita nele inquestionavelmente – quando ele se zanga pelo telefone com esposa e quando ajuda à parir uma gata, com nome da mulher, Tâniazona. E quando ele, gravemente ferido, se alegre: “O mais importante, conseguiu fazer a selfie. Sim, e publiquei. 23 mil curtidas em meia hora. A mulher primeiro me apagou, depois adicionou, depois partiu o telefone, agora liga do telefone da amiga e chora”...
Gid
Os combatentes que falam ucraniano são mais “corretos” e com as posturas, talvez ligeiramente menos realistas. O comandante do grupo, nacionalista da cidade de Chervonohrad, Serpen, é professor da história, promete que obrigará os seus e até mesmo o separatista capturado de “aprender a história da Ucrânia, coercivamente”.

O principal oponente do Serpen – é Major, também um patriota ucraniano e erudito – uma espécie do liberal clássico. Ele não gosta dos “nacionalistas” (embora fala a língua ucraniana quase perfeita). Major considera que o zelo nacionalista é contraproducente.
Major
Major é um músico talentoso, filho de pais ricos (daí o seu nom de guerre) que correram para levá-lo ao exterior, acabando-lhe chegar a convocação de mobilização. “Estou sentado no aeroporto “Boryspil”, vejo as notícias, estão mostrar o aeroporto de Donetsk... E então de tal maneira desejei comparar o aeroporto de Kyiv com o de Donetsk! Por isso estou aqui”, – brinca o jovem, em vez da guerra, ele podia estar numa competição internacional de música.

Ele escreve as SMS aos seus pais, mentindo que está fora da Ucrânia: “água estava fria, por isso não fomos nadar”.

Outro intelectual, embora embebido na cultura russa, é médico Psih, foi ao Maydan (que não apoiava) para ver a praça vazia, no dia em que governo do Yanukovych prometeu acabar com a Revolução de Dignidade, ele realmente pensava que não estaria lá ninguém, e acabou por gostar...

Protótipos e consultores
Os verdadeiros ciborgues no verdadeiro DAP
No aeroporto, na realidade estava um médico ucraniano com este nom de guerre, Psih, ele tombou em combate no dia da queda do DAP. Os seis heróis do filme não são protótipos perfeitos dos cirborgues reais, as personagens da película usam diversas caraterísticas e traços dos diversos combatentes ucranianos que passaram pelo DAP.
Stariy (Velhote)
O discurso do Stariy (Velhote, ou como diz ele próprio “apenas Kolya”) reduz o grau de “pompa e circunstância” nos diálogos. Ele é um homem do povo que gosta de tomar alguma horilka, se zanga com o filho, que foi à guerra como voluntário, deixando esposa grávida, e está combater pelo clássico “jardim da cereja” e tão amada natureza ucraniana. E que não aceita a ideia de que a fronteira com a Rússia pode se mover “até a cidade de Poltava”.
O comandante Serpen fala com a família
Quando os ciborgue ligam para casa antes de uma batalha decisiva (os telespetadores choram quanto Serpen ajuda à filha memorizar um verso), o velho se preocupa com a questão de mil dólares escondidos. “Se não digo onde escondi e não volto, eles nunca encontrarão nada, vão apodrecer esses dólares! E se dizer? A minha esposa e nora irão cortar às garganta uma à outra!” – os telespetadores estão rir às gargalhadas.

É a guerra real. Cheia de contrastes, tal como o nosso mundo.

Também há inimigos no filme. E não apenas as sombras armadas sem rosto ou cadáveres, mas reais e vivos separatistas e ocupantes russos. Então, com eles também se discutem as questões filosóficas e temas mundiais.
Interrogatório do terrorista russo
“Da onde você veio para a nossa terra?” – pergunta em ucraniano Serpen, à um russo capturado, com aparência rigorosa e respeitável. Ele não entende – somente após a tradução do Gid responde que é da cidade russa de Vladimir. Serpen oiça em resposta a frase sussurrada entre os dentes: “banderista maldito”, dito pelo parceiro do terrorista russo. Um ucraniano étnico e cidadão da Ucrânia. Porque contra Ucrânia lutam na Donbas não apenas os russos ou chechenos, mas também os concidadãos ucranianos. Adeptos do “mundo russo”. Este é um tópico especialmente doloroso.

Após o diálogo com um outro separatista capturado, o tecnólogo de uma empresa de Donbas, que é muito nostálgico do “seu país, arruinado na década de 1990” – Serpen e Major o libertam, ao seu pedido, bem longe do DAP. Incrível? De jeito nenhum. Nesta guerra aconteciam coisas bem mais incríveis.

Seguramente o filme ucraniano, com orçamento geral de cerca de 1,7 milhões de dólares não será tecnicamente tão perfeito como os filmes de guerra, produzidos em Hollywood. Os blindados se movem e disparam demasiadamente “como no polígono” e os atores não estão tão hábeis no manejo das armas como os seus colegas americanos.
No entanto, os países Bálticos, Polónia e Canadá já mostraram o interesse em adquirir os direitos do filme. Os realizadores já firmaram um pré-acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia para que a película seja demonstrada nas embaixadas ucranianas em redor do mundo.  
Os locais das filmagens
“Queremos mostrar nosso filme no exterior para explicar que não estamos passando por uma guerra civil. Estamos numa escolha civilizacional entre o passado soviético e, espero, o futuro europeu”, disse o realizador do filme.
Os locais das filmagens
Uma parte de cada bilhete vendido, 5 UAH, será canalizado ao fundo “Volte vivo” – criado para ajudar os familiares dos defensores do DAP que morreram no aeroporto.
Realizador, vestido à civil, com os atores
...Na conferência de imprensa, após a antestreia do filme em Kyiv, os jornalistas perguntaram ao realizador Akhtem Seitablayev se não era melhor terminar o filme no momento em que Major toca o clarinete sobre o corpo do camarada morto (o filme termina com uma cena mais otimista): “Nós entendemos claramente: infelizmente as pessoas morrer na guerra. Mas queríamos dizer que, por um lado, a guerra, infelizmente, continua. Por outro lado, embora não tenhamos começado esta guerra, a terminaremos com a vitória. Então, terminar o filme com uma nota trágica seria errado. Eles vivem. Eles viverão. Pelo menos entre nós”, – explicou o realizador.
DAP real em 17/11/2017 | foto Facebook Sergei Loiko

sábado, dezembro 09, 2017

“Barcos-fantasma” norte-coreanos chegam ao Japão

KYODO / REUTERS
O aparecimento nas águas territoriais do Japão de embarcações de pesca norte-coreanas, à deriva (28 só em novembro), algumas das quais com as tripulações já mortas, é um indicador da situação desesperante que leva os pescadores à aventurarem-se, sem condições, por águas mais longínquas.

por: Alexandre Costa, Expresso (Portugal)

As patrulhas marítimas do Japão têm encontrado junto à sua costa norte um número crescente de embarcações de pesca norte-coreanas à deriva, em alguns dos casos verdadeiros “barcos fantasma” com as tripulações já mortas.

O fenómeno não é novo. Todos os anos navios norte-coreanos costumam surgir junto à costa nipónica, mas desta feita o caso está a ganhar maior dimensão. No mês passado foram encontradas 28 embarcações, o número mais alto desde que começaram a ser registados, em 2014.

Este ano foram resgatadas com vida 42 pessoas, e também encontrados 18 cadáveres, no total, em várias embarcações.

As autoridades japonesas indicam que é muitas vezes difícil determinarem a forma exata como as pessoas morreram, pois as embarcações permanecem à deriva durante meses até irem dar à costa do Japão.

“Os pescadores estão desesperados na tentativa de alcançarem os volumes de pesca, que a cada ano têm números mais elevados”, refere Toshimitsu Shigemura, especialista na matéria da Universidade Waseda, no Japão, citado pela agência France Presse.

O caso é também um indicador da situação desesperante vivida na Coreia do Norte, acentuada pelas sanções internacionais.

O líder Kim Jong Un ordenou o aumento das pescas em 2013, mas o problema agravou-se por entretanto a Coreia do Norte ter vendido à China os direitos de exploração pesqueira no Mar Amarelo, para obter divisas estrangeiras, obrigando os seus pescadores a aventurarem-se por águas mais longínquas em embarcações frágeis.

“As embarcações de pesca da Coreia do Norte são bastante velhas e eles não possuem muito combustível, pelo que, naturalmente, acabam à deriva flutuando até ao Japão”, disse Pyon Jinil, especialista na Coreia do Norte baseado no Japão.

Um recente editorial do jornal norte coreano “Rodong Sinmum” frisou recentemente que as pescas deste inverno são cruciais para a sobrevivência do país: “Enbarcações de pesca são como navios de guerra, protegendo o povo na terra-mãe. Os peixes são como balas e bombas”.

O Japão intensificou as patrulhas na área, em parte devido ao receio de que a Coreia do Norte procurasse introduzir espiões no seu país deste modo.

Especialistas desvalorizam contudo este receio, considerando que é muito fácil penetrar na costa do Japão e que os agentes secretos facilmente podem fazê-lo com equipamento adequado.

Santa Inquisição vista através da estatística

Santa Inquisição, habitualmente acusada pela “humanidade progressista” de matar “milhões de pessoas”, realmente matou alguns, infinitamente menos, do que é acusada. A abertura total dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índex permite saber a verdade histórica.

A famigerada e terrível Inquisição espanhola:
Entre 1540 e 1700, a Inquisição espanhola realizou 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7% (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas com paradeiro desconhecido ou mortos dos quais, em seu lugar, o poder político queimava ou enforcava bonecos.

Sobre as famosas “caças às bruxas”:
Gravura a cobre intitulada "Die Inquisition in Portugall" por Jean David Zunner retirada da obra "Description de L'Univers, Contenant les Differents Systemes de Monde, Les Cartes Generales & Particulieres de la Geographie Ancienne & Moderne." por Alain Manesson Mallet, Frankfurt, 1685, @Wikipédia
Dos 125.000 processos da quase tricentenária história dos tribunais eclesiásticos, a Inquisição, em Espanha, condenou à morte 59 “bruxas”; em Itália, 36; e em Portugal, 4.

Sentenças de um famoso inquisidor:
Bernard Gui apresentando seu trabalho a João XXII
Em 930 sentenças que o inquisidor francês Bernardo Gui pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canónicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).
Ler mais e ver o filme "O chekista"

Blogueiro: recomendamos o texto do jornalista e blogueiro brasileiro Reinaldo Azevedo que cita os dados de historiadores renomados, como Regine Pernoud, Daniel Rops e, especialmente, o “Simpósio sobre a Inquisição”, realizado entre 29 e 31 de Outubro de 1998, com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índex.

À título da comparação, nos dias 27 de outubro e 1, 2 e 3 de novembro de 1937, na localidade de Sandarmokh (Carélia), o capitão do NKVD, Mikhail Matveev, fuzilou a inteira “Etapa de Solovki” – 1.111 prisioneiros da Cadeia Especial de Solovki, incluindo 290 ucranianos:
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