quinta-feira, janeiro 18, 2018

Flash-mob internacional “Ucrânia Unida”

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quarta-feira, janeiro 17, 2018

Igreja Ortodoxa Russa e nazismo alemão (14 fotos)

Apesar da extensa colaboração da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) com as autoridades do 3º Reich no decorrer da II G.M., com o fim da guerra, a IOR reforçou a sua posição dominante em quase toda a União Soviética, conseguindo, por exemplo, absorver à força, e se apoderar de todos os bens, pertencentes à Igreja Greco-Católica Ucraniana (UGCC).

01. Os monges do mosteiro ortodoxo de Pskov-Pechersky (na atual Estónia) com oficiais civis e militares da administração de ocupação nazi. Os dias 15-28 de setembro de 1943.

02. A foto (não retocada digitalmente), impressa do mesmo negativo, proveniente do arquivo pessoal do reitor do mosteiro Pskov-Pechersky em 1941-1944, o hegúmeno Pavel Gorshkov (1867 – 1949?-1950?).
No outono de 1944, o hegúmeno Pavel (Gorshkov) foi detido pelo NKVD, acusado de colaboração com as autoridades nazis, condenado aos 15 anos dos campos de concentração soviéticos, morreu em 1949 ou 1950 no GULAG, foi reabilitado em 1997 e reconhecido como o novo mártir e confessor da IOR.

03. Com a permissão do Sicherheitsdienst (o serviço nazi dependente do RSHA), no decorrer da II G.M. a missão da IOR da cidade de Pskov cobria 200 paróquias, contando com 160 sacerdotes, 25 diáconos e 150 salmistas (fonte).

04. A entrega pelo exército alemão nazi do ícone da Mãe de Deus do Tikhvin aos cuidados da Missão ortodoxa russa da cidade de Pskov, março de 1943.

05. O hegúmeno Pavel (Gorshkov) com Obergruppenführer dos SA Karl-Siegmund Litzmann, o Comissário-geral (Generalkommissar) da Estónia (morreu em circunstâncias não esclarecidas em 1945 na Alemanha Oriental, na futura RDA).

06. O tenente-general do Wehrmacht, Helmuth von Pannwitz (executado em 16 de janeiro de 1947 em Moscovo por crimes de guerra e reabilitado pela procuradoria militar russa em abril de 1996), o general russo Pyotr Krasnov (executado em Moscovo por crimes de guerra em 16 de janeiro de 1947, acusado, pelas autoridades soviéticas, de “condução de atividades de espionagem – sabotagem e terroristas contra a URSS”, nunca foi reabilitado) e um padre ortodoxo russo.

07. O terrorista russo Igor “Stelkov” Girkin no seu gabinete, acompanhado pelo retrato do SS-Gruppenführer (general) von Pannwitz.

08. Os sacerdotes da IOR na visita ao Obergruppenführer Curt von Gottberg, o chefe da SS e da polícia nazi em Belarus (suicidou-se em 31 de maio de 1945 na Alemanha).

09. O capelão da IOR, pertencente ao 3º regimento do Corpo da Guarda russo (Russisches Schutzkorps Serbien), após a parada, com oficiais búlgaros e alemães na cidade jugoslava de Mitrovac (atual Sérvia), em 1943.

10. O arcebispo da IOR Filoteusz (Narko) (1905 – 1986) – o chefe da Igreja Ortodoxa russa em Belarus no decorrer da II G.M., posteriormente o bispo da IOR no Estrangeiro (ROCOR).

Ver no YouTube: “IOR e os alemães”:

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Como está a Venezuela? Tudo más notícias (31 foto)

A crise na Venezuela não acabou de forma alguma – aparentemente, tudo está apenas começando. As pessoas são pobres, há um deficit total de bens, a economia é atingida pela inflação galopante (2.616% em 2017), queda do PIB é de 15% anuais e pela desvalorização da moeda nacional. Os protestos nas ruas e os confrontos com a polícia não pararam.

Esquerda gosta de comparar as ações de protesto de Venezuela com as da Ucrânia, dizendo “vejam no que se tornou Ucrânia após Maydan, que pesadelo”, etc. Na realidade a Venezuela atual é um excelente exemplo no que se tornaria da Ucrânia se Maydan não ganhasse, enquanto isso, Ucrânia se estabilizou e em 10-15 anos, será um estado bastante desenvolvido e avançado.

02. Devido à crise prolongada e depreciação diária dos bolívares, uma das comunas (bairros) de Caracas emitiu a sua própria moeda chamada “panal”. Essa é aparência da nova moeda:

03. Panal pode ser trocado por dólares ou por bolívares, mas só é aceite dentro da comuna, onde pode ser usado para compras locais: açúcar, arroz, pão e outros. Na foto, as pessoas ficam na fila de uma casa de câmbio.

04. Devido à crise prolongada, em todo o país e até mesmo na capital de Caracas são frequentes as cortes de energia elétrica. Numa foto tirada em dezembro de 2017, é mostrada a vida no decorrer dos apagões – os funcionários da empresa de distribuição dos produtos alimentícios estão trabalhando com a luz de celulares.

05. Um dos centros de negócios em Caracas durante o apagão – uma pessoa desce as escadas absolutamente escuras.

06. Uma pequena mercearia, também fechada por falta da eletricidade.

07. A falta de eletricidade provocou uma crise de transporte – o metro parou completamente em Caracas. A capital é uma cidade bastante grande, tem mais de dois milhões de habitantes e, devido à paragem de metro, os transportes públicos rodoviários começaram se transformar nisso:

08. Um autocarro urbano superlotado em Caracas:

09. Pessoas na paragem de autocarro/ônibus esperando por transporte público:

10. Autocarro/ônibus urbano:

11. Devido às cortes constantes com a eletricidade e a situação geralmente instável no país, quase toda a construção civil parou. Em Caracas e outras cidades, é possível ver as obras inacabadas, preservadas “até as melhores oportunidades” (que chegarão não se sabe quando, a crise não mostra nenhum abrandamento).

12. Por causa da queda total no padrão de vida, dos salários e em tudo o resto, a Venezuela entrou em uma grave crise de medicina. Não há medicamentos – o país não produz nada e, para as compras no exterior, precisa de divisas, que também não tem, porque não exporta quase nada. A crise da medicina formal leva venezuelanos doentes aos curandeiros e à “medicina alternativa”.

13. Normalmente, as “instalações de saúde alternativas” se situam nas áreas mais pobres. Aparência do local de atendimento de um dos famosos curandeiros da favela Petare em Caracas, milhares de pessoas vêm aqui todos os meses.

14. Métodos de tratamento – fumigação,

15. O acariciamento pelos ramos,

16. Uso do triângulo mágico, desenhado com giz, com as velas nas pontas, uma garrafa de plástico com água, e no interior, aparentemente uma instrução de uso. Está escrito algo como: “Desde os tempos imemoriais, a pirâmide era uma concentração de força, olhe para as pirâmides do Egito, você precisa colocar as extremidades inferiores no centro da pirâmide e colocar as palmas das mãos para cima, para uma melhor circulação da energia solar e todos os males passarão”. Algo assim.

17. Outro processo de cura, o principal é segurar a vela corretamente – caso contrário, não funcionará devidamente, o menor desvio matemático nos rituais da bruxaria pode levar às consequências completamente imprevisíveis)
Mas na verdade, não é nada engraçado – se percebe que as pessoas estão desesperadas em obter ajuda da medicina convencional, que simplesmente não possui remédios.

18. Na parede do apartamento do curandeiro aparece a imagem do Chavéz. O curandeiro tem a sua razão, o regime bolivariano é o seu ganha-pão – enquanto durar a crise, ele sempre terá os clientes.

19. A crise alimentar é tão má quanto a dos remédios, na foto podemos ver uma “cesta alimentar” do venezuelano que conseguiu alguma coisa num supermercado – bolachas, sopa de pacote e possivelmente especiarias. Foi uma boa compra.

20. As prateleiras de muitas lojas têm essa aparência. As lojas mais abastadas colocam nas prateleiras todos os bens disponíveis: champôs, salgados, sais de banho e pacotes de macarrão – para recriar a aparência de abundância. Em geral, muitas vezes tudo se parece exatamente com a da União Soviética – as prateleiras parecem estar cheias, mas na verdade exibem apenas 5-7 tipos do mesmo tipo de bens.

21. A Venezuela está cheia de contrafacções chinesas de produtos de higiene íntima feminina, veja os nomes das marcas:

22. Os mercados ajudam às pessoas à não morrer de fome. No mercado, por exemplo, se pode comprar ovos. Todas as bancas recebem os cartões de débito e de crédito. A explicação é simples – a moeda local é desvalorizada diariamente pela hiperinflação, (2.616% em 2017), todos os cálculos são vinculados ao algo mais estável – por exemplo, ao dólar americano. Praticamente toda família venezuelana tem alguém trabalhando no exterior, que pode enviar algum dinheiro diretamente à conta ligada ao cartão (isso é mais fácil do que enviar via transferência postal ou bancária) – então os cidadãos optaram pelas compras com cartões.

23. Mesmo os vendedores ambulantes de rua aceitam cartões:

24. E os vendedores de bananas. Se comprar algumas bananas, conseguir alguma farinha e ovos – se pode fazer boas panquecas.

25. Os pequenos quiosques privados também funcionam, no entanto, aqui são vendidos apenas coisas de pouca utilidade, como doces e barras de chocolate. E sim, eles também aceitam cartões. Preste atenção, na vitrina não aparecem os preços.

26. Apesar de todas as fábulas contadas pelo Chávez, e agora pelo Maduro, na Venezuela, existem muitas favelas – uma família alargada vive, frequentemente, em um pequeno quarto sem janelas, e a cozinha se situa num apêndice, feito de chapas de zinco, com a uma extensão de 2 metros quadrados. Na foto, este tipo da cozinha. A menina à direita usa embalagens descartáveis ​​de produtos alimentares em vez de louça...

27. Os pobres estão vasculhando o lixo – estão procurando algo comestível.

28. Recentemente, novas formas de ganhar a vida apareceram na Venezuela – os jovens vão aos Internet cafés, onde tentam “minar” um pouco de alguma moeda criptográfica, ou criar e desenvolver uma personagem do vídeo game que pode ser vendido por um bom dinheiro. Notem os monitores de computadores, são em desuso, na maior parte dos países, por cerca de uma década.

29. Os protestos ativos na Venezuela também continuam, embora os meios de comunicação dedicam-lhes muito menos atenção. No início de dezembro, as barricadas novamente arderam em Caracas:

30. A polícia está preparando para atacar as posições dos manifestantes:

31. As ruas de Caracas cheias de fumaça:
Fotos: GettyImages | Texto Maxim Mirovich